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Caatinga: sua fauna e flora

A caatinga está tão próxima e ao mesmo tempo tão distante. Pelo menos é essa a sensação de quem mora nas capitais nordestinas.  E quando pensamos na caatinga, vem logo em nossa mente o sertão, um lugar seco, sem vida. Mas estamos enganados. Na caatinga existe uma diversidade grande de fauna e flora.

A flora da caatinga é formada principalmente por arbustos com galhos retorcidos e pouca folhagem, cactos e bromélias. Na maioria das espécies vegetais as folhas são finas ou mesmo inexistentes um fator de proteção contra o clima seco. Na estação seca as folhas caem para evitar a evaporação e algumas plantas costumam armazenar água nas raízes ou no tronco. Estima-se que exista cerca de 1000 espécies de plantas a exemplo o araticum, o jatobá, o murici, a aroeira, a braúna, entre outras.

A fauna é principalmente composta por répteis e aves, existindo também algumas espécies de mamíferos e anfíbios. Na grande maioria são animais de hábitos noturnos, uma vez que durante o dia o sol chega a ser uma ameaça para as espécies. Diversas espécies da caatinga estão em perigo de extinção, isto devido a intensidade da caça predatória pelas populações que habitam a região.

São exemplos da fauna a cotia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatupeba, sagui-do-nordeste, ararinha azul, carcará, coruja-buraqueira, raposa, o famoso jegue, animal de tração utilizado como meio de transporte pelo sertanejo, entre outros animais.

Curiosidade:

O nome caatinga deriva-se da língua tupi e significa mata branca (Caa – mata, tinga-branca).

Estudos recentes mostram que cerca de 327 espécies animais são endêmicas (exclusivas) da Caatinga. São típicos da área 13 espécies de mamíferos, 23 de lagartos, 20 de peixes e 15 de aves. Entre as plantas há 323 espécies endêmicas.

A Caatinga compreende quase 10% da área total do território brasileiro, com aproximadamente 740.000 km2.

Uma área de Caatinga mais conservada pode abrigar cerca de 200 espécies de formigas, enquanto nas mais degradadas há de 30 a 40.

Cerca de metade da paisagem de Caatinga já foi deteriorada pela ação do homem. De 15% a 20% do bioma estão em alto grau de degradação (com risco de desertificação).

Vive na Caatinga a ave com maior risco de extinção no Brasil, a ararinha-azul (Anodorhynchus spix), da qual só se encontrou um único macho na natureza. Também vive ali a segunda mais ameaçada do país, a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari). Habitam os arredores de Canudos (BA), e há menos de 150 exemplares, um décimo da população ideal no caso de aves, que demoram a se reproduzir.

Uma formação de relevo característica na depressão nordestina é o ‘inselberg’, bloco rochoso sobrevivente ao desgaste natural.

Na estação seca a temperatura do solo pode chegar a 60ºC.

Uma reportagem bem interessante de assistir sobre a caatinga foi feita pela TV Educativa de Alagoas. Veja o vídeo:

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