Dicas de Leitura

Histórias de bosques, pigmeus e florestas

A nossa primeira sugestão esta semana é a obra Pigmeus – os defensores da floresta, de Rogerio Andrade Barbosa. O escritor conta, através dos olhos de um menino pigmeu chamado Dingono, o dia a dia de um povo que luta contra a devastação de seu hábitat. A obra faz um alerta sobre a necessidade de combater a depredação do nosso planeta. As ilustrações de Mauricio Negro trazem à tona os mistérios de uma cultura escondida por gigantescas árvores, em meio a um ambiente escuro e chuvoso, onde a natureza sofre para respirar e sobreviver.

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A segunda dica é o livro De repente nas profundezas do bosque, de Amos Oz, ilustrado por Kiko Farkas e Elisa Cardoso. Uma pequena aldeia atravessada por um rio cristalino e rodeada por um bosque frondoso tem uma particularidade insólita: não há nela nem um único animal. Nem animais domésticos, nem silvestres; nem peixes, nem aves; nem mesmo insetos de qualquer espécie perturbam a monotonia da vida dos aldeões. Mas dois garotos, Mati e sua amiga Maia, não se conformam com os rodeios e as histórias mal contadas dos adultos e resolvem investigar por conta própria, desafiando a proibição de entrar no bosque, onde reina o temível Nehi, o demônio das montanhas. Depois dessa aventura, nenhum dos dois será mais o mesmo – nem a aldeia. Numa linguagem desenvolta, plena de humor e sutileza, Oz nos envolve num universo assombroso e fascinante, exaltando o poder do conhecimento, da independência de espírito e da ética pessoal contra as idéias feitas que perpetuam a discriminação, a intolerância, a opressão. Não há, portanto, solução de continuidade entre a empenhada literatura “adulta” do escritor e esta que ele definiu apropriadamente como “uma fábula para todas as idades”.

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Por fim, a indicação é a publicação O dia em que a mata ardeu, de José Fanha e Maria José Gromicho. Era uma mata bonita e tranquila, como devem ser as matas, cheia de vida, de bichos e plantas. Isso até a chegada dos pássaros bisnaus. Então foi o de sempre: barulho, comilança, excesso, desperdício, incômodo… E uma ponta de cigarro acesa fez o estrago. É claro que, se dependesse da família de bisnaus, a mata seria totalmente queimada pelo fogo, pois eles queriam livrar somente suas próprias penas daquela destruição. Mas foi aí que um passarinho pequeno, mesmo não falando a língua dos homens, heroicamente avisou os bombeiros, que conseguiram evitar o pior. Assim a mata pôde se recuperar e, depois de algum tempo, a vida voltou a ser o que era antes.
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