Curiosidades

Entendendo as diferenças entre sunitas e xiitas

Muito se ouve falar de conflitos políticos nos países muçulmanos, e alguns deles são originados da divergência entre os sunitas e os xiitas. Apesar de ambos serem seitas da religião islâmica, existem diferenças bem cruciais. Possuem em comum o fato de terem a mesma fé e acreditarem no profeta Maomé, que criou a religião no Século VII. O histórico problema começou justamente após a morte de Maomé, culminando na disputa sobre quem iria ser o sucessor. Ou seja, tudo aconteceu por eles discordarem sobre quem deveria assumir a liderança.

A maioria dos muçulmanos são sunitas e acreditam que Maomé não possuía um herdeiro legítimo, por isso, o novo líder deveria ser escolhido por meio de uma eleição, entre pessoas da comunidade. E segundo consta, os seguidores teriam escolhido Abu Bakr, que era conselheiro e amigo do profeta. Outro ponto de discordância é que, além do alcorão, os sunitas também seguem o suna –“o caminho trilhado”, que é o livro com os feitos de Maomé, o que deu origem o nome do povo sunita.

Já os xiitas dizem que somente Alá, o Deus, é que deveria eleger o escolhido. Sendo assim, o sucessor natural ao cargo deveria ser um descendente da família de Maomé. Por isso, Ali, que era primo do profeta, e também genro do mesmo, deveria assumir o cargo. Os xiitas são em menor quantidade, sendo aproximadamente 10% do povo árabe. Eles são maioria no Iraque, Irã, no estado insular do Golfo do Barém, Azerbaijão e Iêmen. Também estão presentes no Afeganistão, Índia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Catar, Síria, Turquia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Os xiitas, geralmente, fazem parte da população mais pobre, enquanto os sunitas são os mais abastados.

capa do livro "Uma História dos Povos Árabes (edição de bolso)"

Para entender um pouco mais sobre os povos árabes, sugerimos a leitura do livro Uma História dos Povos Árabes (Edição de Bolso), de Albert Hourani, ilustrado por Jeff Fischer. A obra fala da explosiva situação do Oriente Médio, com os intermináveis conflitos entre israelenses, palestinos e seus vizinhos, a guerra Irã-Iraque, a guerra do Golfo e o fortalecimento do fundamentalismo islâmico. Desde a Segunda Guerra, os árabes estão no centro das questões mais turbulentas de nossa época. No entanto, deles e de sua história sabemos muito pouco. É esta lacuna grave e lamentável que a publicação vem sanar. Com erudição, sensibilidade histórica e um estilo de exemplar clareza, Albert Hourani, durante décadas professor em Oxford, escreveu um livro obrigatório não apenas para os interessados nas raízes da atual crise internacional, mas para todos aqueles que têm curiosidade por uma cultura de extraordinária riqueza, cuja importância em termos mundiais só tende a aumentar.

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