Quando a gente é pequeno, toda vez que estamos na praia e vemos ostras, sempre pensamos se iremos encontrar uma pérola dentro. Mas será que qualquer ostra pode produzir essa jóia tão rara? A resposta é não.
A pérola na verdade é fabricada em decorrência de uma reação natural do molusco contra possíveis invasores ou parasitas que tentam ali se alojar. O que muito se diz é que a pérola é formada quando a ostra é ferida por dentro.
A ostra se abre ocasionalmente para respirar ou tem a concha perfurada por organismos e é nessa hora que penetram grãos de areia, invasores, parasitas, etc. E o que acontece? Eles se alojam no manto da ostra, e uma camada fina de tecido vai protegendo as suas vísceras. Para se defender, ela cria uma substância chamada nácar ou madrepérola. Esta é tem em sua composição 90% de aragonita (CaCO3), um material calcário; e 6% de outro elemento chamado conqueolina, que trata-se do principal componente da parte externa da concha, de material orgânico. E, por fim, os últimos 4% são de água.
As camadas se cristalizam formando uma pequena bolinha, que vai sendo uniformemente distribuída de nácar. E ela fica grudada por dentro da ostra, feito uma verruga. O tempo médio dessa formação acontece em até três anos.
Agora você já sabe, não adianta querer catar ostras por aí achando que vai ficar rico, viu?



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