Nós temos uma sugestão ótima para você que vai passar o feriadão de 15 de novembro aqui no Recife. No domingo, dia 13, a Editora Peirópolis lança, às 17h, na VII Festa Literária Internacional de Pernambuco – Fliporto –, em Olinda, o livro Xica, com sessão de autógrafos e presença da escritora e ilustradora Rosinha.
A obra narra a história do peixe-boi-marinho fêmea Xica, que morou por 20 anos em uma das praças públicas mais centrais e movimentadas de Recife, a Praça do Derby, tornando-se um ícone local. Realizado com o apoio da Fundação Mamíferos Aquáticos, o livro possui o selo verde de certificação concedida pela FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal) – que garante que a madeira utilizada na fabricação do papel interno deste livro provém de florestas de origem controlada e que foram gerenciadas de maneira ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável.
Para contar a história de Xica, a autora recorreu a parte de suas lembranças de infância e ao período em que conviveu com sua avó. “Xica é um símbolo na memória de toda uma geração. Todos a conhecem e guardam um sentimento de amor por ela. E poder falar sobre ela, é poder falar por toda essa geração, sem dúvida é um grande privilégio. Além disso, falo um pouco dos meus avôs, principalmente da minha avó, com quem eu tinha uma relação muito forte – a perdi cedo demais. Ainda hoje sinto a falta dela. Tudo o que falo sobre a avó de Maria aconteceu comigo”, explica Rosinha.
Também integram a história personagens como Boris, um bicho-preguiça que adorava colecionar laços de fita coloridos, e Tuareg, uma tartaruga que passava o dia somando os números das placas dos carros e era apaixonada por um fusquinha. Todos, muito bem ilustrados pelos traços e contornos simples e cativantes de Rosinha.
Xica foi capturada ainda filhote em um curral de pesca e durante sete anos viveu na piscina de uma fazenda particular. Após ser adquirida pela Prefeitura de Recife, o peixe-boi fêmea passou a viver na Praça Derby – o local totalmente inadequado para o seu pleno desenvolvimento fez com que ela sofresse mal-tratos e sérias queimaduras no dorso. “Xica está na minha vida desde sempre. Visitá-la era um passeio corriqueiro, assim como o de Maria, na minha infância. É cruel demais aprisionar um animal, e, da forma com aconteceu com esse peixe-boi, é inominável”, finalizou.




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