Curiosidades

Curiosidades sobre as moedas brasileiras

Muito antes das moedas que conhecemos hoje, o nosso país usou outras formas de pagamento, que vão desde conchas até pedaços de ouro! As moedas começaram a circular pelo Brasil lá pelos anos de 1522. Nos cofres da esquadra de Cabral vieram o “Português”, principal moeda do período, cunhada em 35,5g de ouro. Cabral também trouxe os réis, moeda que valeu no Brasil até o ano de 1942. Durante toda nossa fase colonial, circularam pelo país as mesmas moedas de Portugal, com nomes como “índio” e “São Vicente”.

Só que na falta da moeda metálica, as pessoas tinham que se virar com outras alternativas. Panos de algodão, fumo, cacau e cravo foram usados como instrumento de troca. Mas a história mais curiosa é a do zimbo, uma pequena concha usada como moeda na costa africana, principalmente em Angola. No Brasil, ela existia em grande quantidade e começaram a trocá-las por negros na África. Tanto zimbo foi levado para lá que a moeda se desvalorizou completamente.

Outra curiosidade é que a primeira Casa da Moeda do Brasil foi na Bahia, fundada no ano de 1695. Foi lá que se fabricou a nossa primeira moeda oficial, a pataca, feita de ouro e prata. Já no ano de 1724, o nosso país teve uma moeda super valorizada, que era o dobrão. No auge da mineração em Minas Gerais, um único exemplar do dobrão comprava 190 litros de azeite, 9.600 ovos ou 12 bois. Feito com 55 g de ouro, essa “minifortuna” circulou por apenas três anos

Outro fato interessante é que nem toda moeda foi redonda. Com o declínio da mineração, lá pelos anos de 1808, Portugal passou a reter 20% de todo o ouro extraído no país: era o imposto do “quinto”. Depois de transformado em barra e marcado com o selo real, ele circulava como dinheiro.

Em 1822, Dom Pedro I rejeita seu retrato na moeda de 6.400 réis cunhada para celebrar sua coroação. Só 64 exemplares são produzidos e viram peça rara de colecionador. Um pouco mais tarde, com a Proclamação da República, em 1889, o escudo das armas brasileiras substitui o brasão imperial nos réis. Até este ano, ainda circulavam versões dos réis com valores ainda menores em cobre e níquel. A moeda de 100 ficou conhecida como tostão, termo até hoje associado a pouco dinheiro

No ano de 1942 surge o cruzeiro. Os anos seguintes foram marcados por troca troca de moeda. Devido a inflação e pelas mudanças no governo, o país troca de moeda (e de modelos de moedas) sete vezes: cruzeiro novo (1967), cruzeiro (1970), cruzado (1986), cruzado novo (1989), cruzeiro (1990) e cruzeiro real (1993) até chegar ao real (1994)

Em 1994,na tentativa de sanar a crise econômica, é lançado o real. Pela primeira vez, uma moeda brasileira traz a Efígie da República (aquele rosto feminino que também aparece nas cédulas). Em 1998, surgem atualizações em diferentes cores, tamanhos e metais para facilitar o manuseio

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