Dicas de Leitura

Dicas de leituras para entender sobre a história dos quadrinhos

E como as histórias em quadrinhos são um de nossos destaques da semana, nossas sugestões de leitura são um incentivo para o que o pequeno e o grande leitor conheçam e se interessem ainda mais pelo assunto. A magia dos quadrinhos, fala desta paixão de seu autor, Rostand Paraiso. O escritor diz que sentindo-se em débito com os quadrinhos e consigo mesmo, ele vinha, há tempos, cogitando reunir, em livro, tudo o que, aqui e ali, já escreveu sobre o assunto. Seria, para os aficionados, uma volta ao passado, um reencontro com as histórias que marcaram época. E, para os iniciantes, uma espécie de manual, onde seriam encontrados dados referentes não só às histórias em si, mas aos desenhistas e roteiristas que, com extraordinária habilidade e imaginação, as criaram. O livro é, pois, fruto dessa ideia, que, afinal, passa a ser concretizada. É evidente que foi em cima de trabalhos e livros já publicados que a maioria das informações aqui registradas foi obtida. Muitas, porém, resultaram de suas próprias observações, sempre atento aos menores detalhes dos desenhos e a criatividade e inteligência dos textos.

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A segunda dica é o A guerra dos gibis – A formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-64, de Goncalo Junior, ilustrado por Ettore Bottini. A obra narra a chegada dos quadrinhos ao Brasil, vindos dos Estados Unidos em meados da década de 1930, pelas mãos do jovem jornalista Adolfo Aizen, funcionário do jornal O Globo. Após mostrar a descoberta a Roberto Marinho – que não demonstrou o menor interesse -, Aizen lançou seu Suplemento Infantil no jornal A Noite. A novidade logo se tornou uma irresistível mania de crianças e adolescentes – e uma mina de ouro para editores de jornais e revistas, que se engalfinhavam na disputa por aquele mercado milionário.

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De febre juvenil e editorial, os quadrinhos passaram a ser duramente atacados por políticos, jornalistas, artistas, educadores, religiosos e toda sorte de palpiteiros, que enxergavam ali apenas “monstruosidades e imoralidades”, “subliteratura infame”, “analfabetismo, pobreza intelectual”, “verdadeiras orgias de sadismo, pornografia e estupidez”, “corrupção de menores”, “mitologia truncada e monstruosa”. Fruto de uma pesquisa de mais de dez anos, o livro conta ainda com um caderno de fotos recheado de capas do primeiro número de cada gibi e um anexo com a legislação de censura – hoje, muito curiosa – que tentava pôr ordem no coreto.

quadrinhos

Por último, o livro Quadrinhos e arte sequencial, de Will Eisner. Will Eisner é um dos artistas mais importantes do século XX, um pioneiro no campo das histórias em quadrinhos. Neste clássico, ele condensa a arte de contar uma história em quadrinhos em princípios claros e concisos que todo quadrinista, cartunista, roteirista ou cineasta devem conhecer. Baseado no concorrido curso que Eisner ministrou por muitos anos na School of Visual Arts de Nova York, ‘Quadrinhos e arte sequencial’, desenvolvido para servir de guia prático para o estudante, o profissional e o professor de artes gráficas, é um trabalho repleto de valiosas teorias e técnicas fáceis de serem aplicadas. O autor revela nesta obra os fundamentos da HQ. Ele aborda diálogo, anatomia, enquadramento e muitos outros aspectos importantes dessa arte. Criteriosamente atualizado e revisado para incluir procedimentos e tecnologias atuais, incluindo uma seção de mídia digital, esta introdução à arte da HQ é hoje um guia tão valioso quanto o foi na sua primeira edição.

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