A caatinga é um assunto que sempre chama a atenção dos nossos leitores. Por isso, já escrevemos sobre a fauna e a flora desse bioma localizado no semi-árido nordestino. Hoje vamos retomar o assunto, mas falando de outra coisa: as frutas que existem por lá. Apesar de saborosas, elas não são conhecidas das pessoas que moram nas cidades grandes. Então, que tal embarcar nessa viagem saborosa? Vem conhecer com a gente um pouco do sabor do sertão.
O maracujá da caatinga é uma fruta facilmente encontrada no semiárido. É silvestre e nativo da caatinga, principalmente das áreas denominadas “fundo de pasto”, para uso coletivo dos agricultores. É uma fruta de alto valor nutritivo: contém potássio, ferro, fósforo, cálcio e vitaminas A, C e do complexo B, com efeito calmante e relaxante. Possui sabor mais doce, mais denso e mais ácido que o do maracujá comum. Tanto o gosto quanto o perfume lembram o mel.
Outra fruta é o umbu, também conhecida como imbu. O nome vem do Tupi Guarani, ymb-u, que significa “árvore que dá de beber”. Sua árvore, com folhagem em forma de guarda-chuva, tem um sistema especial de raízes que formam grandes tubérculos capazes de armazenar até três mil litros de água durante a estação das chuvas, para suportar longos períodos de seca. A fruta é redonda, macia e tem polpa suculenta, aromática e agridoce. São colhidas manualmente e podem ser comidas cruas ou transformadas em conservas.
Quando falamos em mandacaru nós pensamos logo nos cactos. Mas ele também tem fruto e flores, que servem de alimento para aves e abelhas. A planta é protegida por uma grossa cutícula que bloqueia a excessiva perda de água. As flores são brancas e desabrocham à noite, murchando ao nascer do sol. O fruto tem cor violeta forte e polpa branca com sementes pretas minúsculas, que servem de alimentos para aves da região. É também comestível para humanos.
O fruto da palma, também conhecido como gogoia ou palmatória miúda, tem o tamanho de um limão e uma polpa semelhante a do maracujá, só que de sabor mais azedo. Esse fruto é mujito usado para compotas e doces, mas tem gente que prefere comer a iguaria in natura, com açúcar. E por fim temos o Juá. A fruta é fácil de coletar e costuma ser aproveitado pelo sertanejo para o consumo no próprio local da coleta ou para a comercialização nas feiras livres, onde é vendida com relativo sucesso. Com a polpa da fruta preparam-se refrescos e doces, podendo também ser misturada à farinha.
Você conhece outras frutas da caatinga ou já provou alguma dessas que apresentamos no texto? Conta para gente. Nós vamos adorar conhecer mais essas delícias tão brasileiras.



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