Dicas de Leitura

Michelle Obama encanta a todos com a biografia Minha História

A vida de quem vive o poder de perto sempre desperta atenção. Não seria diferente com Michelle Obama, a ex-primeira dama dos Estados Unidos que conquistou uma legião de admiradores pela sua inteligência, ativismo e carisma. Em Minha História (R$ 59,90, editora Objetiva), uma biografia com mais de 500 páginas, Michelle ajusta contas com o passado, desde que era uma aluna negra numa elegante universidade majoritariamente branca, até sua vida como mãe estressada de primeira viagem e os oito anos como primeira-dama dos Estados Unidos.

Minha História

Michelle Robinson (Chicago, 1964) cresceu no South Side, um bairro humilde de maioria negra. Ela se define como ambiciosa, teimosa, alguém que pode chegar a levantar a voz quando se irrita e até, como reconhece que fazia quando criança com seu irmão, usar os punhos se for preciso. Claro que o tempo e a experiência aplacaram seu caráter, ainda que diante dos problemas continue procurando respostas concretas. Cresceu e se educou no que denomina o “som do esforço” inculcado por sua tia Robbie, sua exigente professora de piano com quem dividiam a casa, cada família em um andar.

Pertencer à minoria afro-americana marcou sua vida, mas aprendeu a viver com isso. Desde criança sentiu que sempre precisava vencer batalhas.Foi uma aluna de destaque. Nos colégios em que estudou fez parte das crianças que eram separadas do restante para conseguir melhor rendimento, uma ideia que reconhece como “controversa”. E se endividou como muitos jovens americanos para poder pagar a faculdade de advocacia em Harvard.

A sua biografia, narrada cronologicamente, não traz detalhes íntimos. Quando seu sonho parecia ter se realizado, após se formar em Harvard e ser contratada por um importante escritório de advocacia no 47° andar de um edifício em Chicago, onde trabalhou por um tempo como chefa de seu futuro esposo e recebia um bom salário, decidiu deixar o emprego movida por sua vocação do serviço público. Começou a trabalhar como diretora de uma organização sem fins lucrativos, que ajudava jovens a desenvolver uma carreira profissional, e como vice-diretora de um hospital melhorando o acesso à saúde das classes mais desfavorecidas. Após se casar, vestida de branco sob os acordes de You and I (We Can Conquer the World), de Stevie Wonder, começou a consolidar um “nós” tão sólido como eterno.

No livro, Michelle foi sincera e algumas vezes politicamente incorreta. Relata sem problemas, bem ao estilo da narrativa americana, a relação com seu marido, do primeiro beijo às discussões cotidianas motivadas por esperanças infrutíferas na hora do jantar.

Durante dois mandatos presidenciais foi enaltecida como a mulher mais poderosa do mundo e elevada à categoria de mulher negra mal-humorada. Posou sorridente com pessoas que insultavam seu marido, mas que ainda assim desejavam uma recordação. Durante oito anos morou na Casa Branca e sua vida foi submetida a uma exposição permanente. Como terapia, optou por manter seu eterno grupo de amigas, mães de Chicago às quais se refere como um porto seguro de sabedoria feminina.

A biografia de Michelle Obama terá uma segunda parte, assinada por seu marido, e será publicada em breve.

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