Curiosidades

Da vitrola ao streaming: o ato de ouvir música através dos tempos

Senta que lá vem história! Você gosta de ouvir música? Em qual tipo de mídia? CD, rádio, celular ou via internet? Enfim, música existe desde muito tempo e ao longo da história do mundo e de nossas vidas já curtimos som de várias formas. Os adolescentes e as crianças de hoje certamente devem ter ouvido muito som legal pelo CD Player e hoje devem apreciar suas músicas prediletas via streaming. Mas, será que eles sabem como seus pais, avós e bisavós ouviram música ao longo da história?

No século 19, seus avós, bisavós ou tataravós devem ter começado a ouvir música pelo fonógrafo. O aparelho era um cilindro fonográfico, criado e patenteado por Thomas Edison. Em seguida, quase uma década depois foi criado o gramofone, por um alemão chamado Emil Berliner. Ambos aparelhos eram semelhantes na aparência, mas se distinguiam simplesmente porque o gramofone tocava discos planos, de cera, vinil, cobre e goma laca, bem diferente dos cilindros. Tinha maior durabilidade e capacidade para músicas.

Já por volta do final dos anos 1920, apareceu a fita magnética, criada por outro alemão chamado Fritz Pfleumer. Este tipo de mídia tinha boa qualidade, durabilidade e permitia gravação de pelo menos dois ou mais áudios, que eram gravados em fitas diferentes, que proporcionou o uso da mixagem.  Por esta época, surgiria o rádio e se popularizaria no Brasil por volta dos anos 1930.  E os sucessos do rádio, na Era do Rádio, se comprava e ouvia em disco de vinil, feito de PVC, feito de goma laca, em 78 rotações. Anos depois houve um melhoramento na tecnologia, e surgia o  famoso long play, também conhecido por LP, e que deixou de ser popular em meados dos anos 90, mas vem ressurgindo como uma tendência.

Para ouvir o vinil era/é preciso ter um toca discos, conhecido por radiola, com uma fina agulha na ponta, e ficava encostada no disco. Apesar da qualidade do som ser boa, bastava um descuido para arranhar e danificar o disco. Com o LP podíamos ouvir quase 1 hora de música.

E lá pelos idos dos anos 1970 a 1990, a juventude ouvia música em fita cassete (K-7), que era a velha fita magnética em uma espécie de caixa de plástico fino, com dois rolos de fita magnética. Com ela era possível gravar seu LP preferido e levar para qualquer lugar ou simplesmente usar a fita para gravar qualquer cisa, uma entrevista, etc. Era executado num aparelho gravador. Esta foi uma evolução de uma mídia conhecida nos EUA por cartuchos 8-track, e que não se popularizou aqui no Brasil. Com a fita K-7, nos anos 1980, ouvia-se música no walkman, com fones de ouvido.

Em seguida foi criado o CD, nos anos 1970, mas que só chegaria ao Brasil nos anos 1980, mas se popularizando apenas nos 1990, perdurando até hoje. Para ouvir por aí sua música, as pessoas usavam um discman, lançado por tecnologia japonesa, ou em casa no CD Player, ou ainda no computador. Ainda nos anos 1990, foram lançadas dois tipos de mídia chamadas de MiniCD e MiniDisck, mas que também não se popularizaram aqui no Brasil, mas tinha alta qualidade e capacidade de som e armazenamento.

E no final dos anos 1990, surgiria o mp3, música que se baixava pela internet ou convertia em um software pra ouvir gravado no CD, no computador ou, posteriormente, no mp3player e podia também ser conectado a dispositivos via cabo USB. Seguindo a evolução deste tipo de mídia, foi criado o mp4 e o mp5, versões diferenciadas que serviam não somente para ouvir áudio como também vídeo. Nos anos 2000, o mp3 se popularizou com o Napster, programa que foi criado para transferência de arquivos na rede. Mas em 2001, o software foi proibido, por violar as leis do direito autoral, uma vez que se ouvia música gratuitamente. Por volta do ano 2001, surgia o iPod, criado pela Apple, que somente podia ser abastecido via computadores Macintosh, ou seja, que possuísse o sistema Mac OS, e tinha capacidade para 5 GB de armazenamento em mídia digital mp3. Tornou-se popular em 2004, mas bem menos que as outras mídias, devido ao elevado valor do aparelho.

E, por fim, surgia a tecnologia streaming, que permite a execução de áudio e vídeo em um computador ou celular, sem precisar baixar ou transferir arquivos para o computador. O mais popular serviço é o Spotify, que surgiu em 2008 e tem versão gratuita e paga, e é usado por muitos artistas para lançarem uma prévia de suas músicas. Em paralelo, também foi criado o GrooveShark, que foi proibido há uns três anos, e o concorrente mais popular do Spotify que é o Deezer. Como podemos perceber, a tecnologia mudou muito, saímos do cilindro para o áudio digital. Mas mesmo assim, os saudosistas não deixam de ouvir seu vinil ou CD. Enfim, há mídia para todos os gostos e tecnologias, basta escolher. E essa história não para por aqui. Pois certamente ainda há muita coisa para mudar e muita história para contar aos seus netos e bisnetos!

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