Ela converteu suas dores em arte e foi considerada uma artista do surrealismo, apesar de declarar que não se considerava como tal, e que suas obras eram retrato de sua realidade. Mexicana, patriota e revolucionária, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, conhecida por Frida Kahlo, teve poliomielite quando criança, o que a deixou com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Mesmo seu pai tendo a pintura como passatempo, Frihda desabrochou tarde para a pintura, o que só aconteceu após um grande acidente aos 18 anos, que mudou seu destino de estudante de medicina: um bonde chocou-se com um trem, perfurando várias partes do corpo, incluindo a coluna. O ocorrido a fez permanecer durante muito tempo em cima de uma cama.
Tendo passado por muitas cirurgias, usou a pintura como passatempo, sendo como uma de suas primeiras obras, seu autorretrato. Suas deficiências serviram para que ela fizesse moda, com saias longas e roupas muito coloridas e adereços no cabelo, além do uso do colete ortopédico, que dava um certo charme e estilo.
Suas principias obras foram: Autorretrato em vestido de veludo (1926), O ônibus (1929), Frida Kahlo e Diego Rivera (1931), Autorretrato com colar (1933), As duas Fridas (1939), Autorretrato com colar de espinhos e colibri (1940), entre outras.
Os temas abordados em suas pinturas eram bem diferenciados, cuja estética assemelhava-se ao surrealismo, como dito anteriormente. Sofreu influências da arte folclórica indígena mexicana, cultura asteca, tradição artística europeia, marxismo e movimentos artísticos de vanguarda. Costumava pintar paisagens mortas, autorretratos e cenas do imaginário, com uso de cores fortes.
Casada com o artista Diego Rivera, nunca teve filhos, pois o acidente a impossibilitar a devido às perfurações no útero. Morreu de pneumonia aos 47 anos, em 13 de julho de 1954.



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