Dicas de Leitura

Histórias para ler, aprender e se divertir

Essa semana a gente descobriu que o primeiro livro impresso no Brasil foi uma obra do Arcadismo. Como não podia deixar de ser, nossa primeira sugestão de leitura é justamente ela, Marilia de Dirceu, Tomás Antônio Gonzaga, em versão Pocket. Depois de Camões, ele é o poeta que tem mais leitores na língua portuguesa. Incontáveis edições já foram tiradas, no Brasil e em Portugal, das famosas liras de Marília de Dirceu, que com prestígio não menor têm transitado noutros idiomas: inglês, alemão, francês, italiano e espanhol.

marilia

Ainda que extremamente elaboradas, denotando o virtuosismo do poeta, essas liras parecem brotar espontaneamente dos mais calorosos recônditos da alma, e é esta harmonia entre a técnica e a emoção que fazem de Gonzaga o grande poeta que os leitores de hoje aprenderam a amar. De resto, soube ser original, dando um passo à frente da poesia de seu tempo: entre os cenários pastoris sem nome e sem história, próprios do Arcadismo, ele introduziu a cor local e retalhos da amarga história da colônia: a Vila Rica dos anos da “derrama” e da malfadada Conjuração Mineira.

adormecida

Aproveitando o ensejo de tanto virtuosismo, a nossa sugestão é o livro As belas adormecidas e algumas acordadas, de Jose Roberto Torero e Marcus A.Pimenta. A história da Bela Adormecida não é novidade para ninguém. Mas você consegue imaginar o que teria acontecido se uma fada tivesse dado um jeitinho de contornar a maldição da feiticeira? Ou então se, por acidente, a roca tivesse espetado o dedão do pé da própria bruxa? E se quem tivesse encontrado a princesa não fosse um príncipe, mas sim um cantor de música sertaneja? Neste livro, quem escolhe os caminhos que a história pode tomar é o leitor. São treze opções de enredo, cada um com uma princesa diferente. Entre a Bela Agradecida, a Refletida, a Aquecida, a Encolhida e muitas outras, o leitor vai pode escolher a sua preferida, além de se divertir pra valer.

matematica

Por fim, a indicação é a obra A vizinha antipática que sabia matemática, de Eliana Martins. Theo não gostava nem um pouco de matemática. Das outras matérias que estudava na escola até gostava, mas de matemática não tinha jeito… ele sentia calafrios só de ouvir falar. Dona Malu Quete, a nova vizinha de Theo, descobriu esse pavor que ele tinha da matéria e, como boa professora de matemática que era, contou-lhe sobre o Manual do Sábio Matemático. A única maneira de Theo ter acesso ao manual, porém, seria passar pelos Testes Rachacucalógicos. Intrigado, Theo acaba aceitando o desafio e resolve encarar a matemática.

 

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