Dicas de Leitura

Leituras para se divertir e pensar

A semana começou bem humorada, pois falamos de cócegas. E se rir é o melhor remédio, a primeira sugestão de leitura é O sorriso de Ana, de Christine Rohrig, ilustrado por Dave Santana e Maurício Paraguassu. Era uma vez uma garota chamada Ana, que era aprendiz de cozinheira no castelo. Entediada e sonhadora, vivia pensando em como virar uma princesa. “Um dia vou encontrar um príncipe que vai perceber que sou bem legal, inteligente, semi-independente, e também que…” Mas Ana falava demais e era atrapalhada, e acabou arranjando a maior confusão com o casal real. Temperou a salada com detergente em vez de vinagre, e sapólio no lugar do sal, o que fez a rainha espumar de raiva. Para salvar a pele da Ana e a da cozinheira, o copeiro Carlos precisou inventar uma desculpa, afirmando que o novo tempero era uma especiaria vinda de terras distantes, usada pelos mais poderosos do universo, que limpava o corpo e a alma e, de quebra, tirava quebranto, mau-olhado, inveja, trazia riquezas, rejuvenescia pelo menos dez anos, deixava os cabelos sedosos e, no mínimo, sete centímetros mais longos, esticava as rugas e fazia desaparecer a papada, deixava os olhos mais brilhantes e claros, levantava os seios e os glúteos etc. etc. A rainha ficou tão animada que Ana precisou sair em busca de uma substância que, sem fazer mal à saúde, trouxesse todas essas benesses. No caminho, muita coisa acontece e ela não só encontra o Cupido – ou Eros, o deus grego do Amor -, como também um certo príncipe chamado Uruquaquecetuba.

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Na sequencia, que tal uma leitura sobre uma renomada escritora? A dica é o livro Todos os contos, de Clarice Lispector. A obra é uma viagem, desde o primeiro conto, publicado aos 19 anos, até a implosão intelectual e sexual da artista à medida que se aproximava da morte. E um retrato da autora, bela mulher de diplomata, alta e loura, longas pernas que se deixavam fotografar na Praia do Leme, mas também a filha de imigrantes pobres do Leste Europeu e mãe de classe média que, separada do marido, teve de se virar para ganhar a vida – trabalhou como jornalista de moda, beleza e comportamento, usando pseudônimo. Tudo no livro evoca seu “fascínio feminino” e sua tragicidade de fumante inveterada que quase se mata ao provocar um incêndio ao adormecer com o cigarro aceso.

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Por fim, a indicação é a obra A vida é sua, de Eduardo Moreira. A vida que vivemos é nossa e de mais ninguém, e transformá-la numa história feliz está ao alcance de todos. Essa é a ideia trabalhada neste livro por Eduardo Moreira, escritor, empresário e palestrante. Em 52 capítulos breves e acessíveis, ele mostra que o caminho mais certo para a infelicidade é abrir mão de si mesmo e de seus sonhos, e discorre sobre temas tão diversos como ansiedade, busca do prazer, sucesso, fracasso e riqueza. Com a clareza e simplicidade em “A vida é sua”, Eduardo Moreira ensina o poder cumulativo de agir e inspira as pessoas a construírem um caminho de verdadeira realização pessoal.

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