Curiosidades

Quem tem medo da Comadre Fulôzinha?

Comadre Florzinha, Comadre Fulôzinha ou Mãe da Mata. Estes são alguns dos nomes dados a um dos grande personagens do folclore nordestino. Ela é uma lenda, trata-se do protetor de animais e plantas, mas há quem diga que ela existe e até se organiza para ir à sua caça. Ela ainda é conhecida em países como Uruguai, Paraguai e Argentina.

No estado da Paraíba ela também é cultuada pela religião da Jurema, onde é considerada uma entidade divina que pode fazer o bem ou o mal. Originária do período Colonial, na região do litoral do Nordeste, conta a história que a personagem é caracterizada por ser uma menina de cabelos negros e desgrenhados, que viram fogo à noite. Ela se perdeu na mata e morreu de fome, ficando assim, seu espirito perdido na floresta e passou a tocar o terror nas fazendas e aldeias.

A ela são atribuídas algumas traquinagens como atacar caçadores, dar uma surra nos cachorros e dar nó ou fazer uma trança na crina dos cavalos. Dizem que ela faz isso a quem passa pela mata e não lhe deixa uma oferenda. Nas fazendas é comum deixar um prato de papa ou doces e guloseimas para ela. E se por lá estiver e um assovio ouvir, corra que lá vem a Comadre Fulôzinha!

Diz a história que os animais que tiverem uma marca peculiar, é sinal que lhe pertencem, como cortes na orelha ou sem unha, e não podem ser caçados ou sofrerão punição dela. A personagem também se confunde com outras lendas como a Caipora ou Curupira.

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