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Grandes nomes das artes: Ascenso Ferreira

Conhecido por este Brasil afora, ele foi poeta e um grande folclorista. Pernambucano de Palmares, Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira nasceu em 9 de maio de 1895. Contemporâneo e amigo de Joaquim Cardoso e Gilberto Freire, faleceu no Recife, em 5 de maio de 1965.

Um dos grandes nomes de destaque do Modernismo no Brasil, era um sujeito bastante exótico. Era alto, gordo e não abria mão de usar um chapéu de abas largas. Viveu intensamente a vida literária e por volta de 1922 passou a contribuir com os jornais Diario de Pernambuco e A Província .Seu primeiro livro intitulado de “Catimbó”, foi editado em 1927. Em 1939 lançou Cana Caiana. Já em 1951 lançou Xenhenhém e a obra Poemas (reunindo os três livros). Postumamente, teve suas obras O Maracatu, 1986, Presépios e pastoris e Bumba Meu Boi lançadas em 1986.

Nomeado em 1956 para dirigir o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, no Recife, teve a nomeação suspensa, pois um grupo de intelectuais locais não aceitaram nesse cargo um poeta conhecidamente boêmio e irreverente. Diante disso, foi então nomeado assessor do Ministério da Educação e Cultura.

Bastante recitado e querido pelos amantes da poesia e por muitos artistas, é de sua autoria uma das frases/poemas mais recitados, Filosofia: “Hora de comer, – comer! Hora de dormir, – dormir! Hora de vadiar, – vadiar! Hora de trabalhar? – Pernas pro ar que ninguém é de ferro!”, publicado no livro Cana Caiana. Fato curioso é que o cantor Alceu Valença musicou dois de seus poemas, “O trem das Alagoas” e “Oropa, França e Bahia”.

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