Dicas de Leitura

Histórias para ouvir, contar e interpretar

Ao ler um livro, damos a volta ao mundo e alimentamos nossa imaginação e exercitamos a escrita, a lógica e o pensamento. Pensando nisso, nossa primeira dica de leitura é a obra Histórias que ouvi contar, de Alaide Lisboa de Oliveira. O livro fala de histórias que a gente ouve ou já ouviu contar alguma vez. Misturam personagens, enredos, mitos, épocas e lugares diferentes. Histórias vivas, originadas da tradição popular brasileira, da mitologia grega ou de obras clássicas, foram aqui recontadas e enriquecidas pelo poder de invenção e imaginação da autora mineira Alaíde Lisboa. Aprenda com a sabedoria do conselheiro do rei para descobrir “O homem honesto”, emocione-se com a cumplicidade de “Os amigos”, descubra como um homem enganou a Morte duas vezes em “O compadre da morte”, e divirta-se com uma leitura prazerosa e inteligente.

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A segunda dica de leitura refere-se a uma ilustra personalidade: o padre Anchieta. Trata-se de José de Anchieta Teatro. Anchieta nos legou as primeiras peças teatrais escritas no Brasil. Seu teatro é um dos momentos altos da literatura quinhentista brasileira, mostrando em todo o seu viço a cultura dos primitivos habitantes da costa do Brasil, que o trabalho missionário queria conduzir ao cristianismo, evidenciando as tensões e os desafios de tal empreendimento. O teatro de Anchieta traz, assim, a marca da brasilidade, do rosto do Brasil que se revelava aos olhos extasiados dos europeus recém-chegados.

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Daí a perenidade dessa obra, que faz de seu autor, na expressão de Sílvio Romero, ‘o primeiro vulto da história intelectual do Brasil’. Além de seu grande valor literário, o Auto de São Lourenço e o auto Na Aldeia de Guaraparim são importantes documentos históricos. Neles conhecemos o Brasil virginal do primeiro século a se expressar na própria língua ouvida pelos marinheiros de Cabral na época do Descobrimento. Em tais autos, a antropofagia, o consumo do cauim, as práticas de curandeirismo, as danças e a pintura do corpo, tudo é mostrado pela boca dos atores indígenas, donde a língua tupi flui com toda a sua beleza e musicalidade.

1808

Por último, indicamos a leitura de 1808 Edicao Juvenil Ilustrada. Após o premiado best-seller “1808”, o jornalista Laurentino Gomes decidiu trazer aos jovens leitores a chance de embarcar, como muitos adultos já fizeram, na viagem rumo ao começo do século 19, quando a família real portuguesa fugiu para o Brasil e transformou o Rio de Janeiro em capital do império português. Com linguagem própria para atrair o público jovem e muitas ilustrações, o livro permite que os adolescentes entendam o Brasil de 200 anos atrás e a importância dele para a nação que somos hoje

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