Dicas de Leitura

Leituras birutas cheias de palhaçadas

Aproveitando que esta semana é comemorado o Dia do Circo, nossas sugestões estão cheias de palhaçadas. A primeira dica de leitura é o Todo mundo vai ao circo, de Gilles Eduar. O cachorro Nilo passeia pelos bastidores de um circo que acaba de chegar. A confusão dos artistas que montam a lona e se aprontam para a apresentação fascina Nilo e seu amigo, o esquilo Agostinho. O cachorro é um grande observador e comenta tudo o que vê.

Ele gosta de conferir de perto o mágico, os palhaços, os equilibristas, o domador e os outros artistas se preparando para o espetáculo, mas também quer participar da festa. Por isso, ele e Agostinho ensaiam um número em que Nilo é o cavalo e o esquilo é o cavaleiro, e saem felizes se exibindo para o respeitável público. Todo mundo vai ao circo é o segundo livro de Gilles Eduar publicado no Brasil. Seus livros trazem ilustrações bem coloridas e alegres, com um texto simples e inteligente, para leitores recém-alfabetizados, sem dispensar a sutileza e a emoção. Gilles tem livros infantis publicados na França, Coréia do Sul e nos Estados Unidos.

Nossa segunda sugestão é O palhaço que perdeu o riso, de Maurício Júnior, ilustrado por Paulo Rocha. O palhaço Pirulito perdeu o riso. A desagradável surpresa que caiu sobre o Gran Circo Transcontinental parecia ser o fim do mundo e de todos os sonhos da trupe. Descobrindo sentimentos como a solidariedade e a paixão, dois meninos mobilizam uma cidade na reconstrução de um sentido de vida. Sincera, apaixonante e honesta, esta novela procura mostrar que sempre, no final do túnel, a luz está à espreita.

Por fim, a indicação é o livro Histórias curtas e birutas, de Sylvia Orthof, ilustrado por Cláudia Scatamacchia. Três são as Histórias Curtas e Birutas, de Sylvia Orthof. Tanto o título do livro quanto os das histórias antecipam o conteúdo e convidam a criança a entrar em um mundo mágico e lúdico. Na primeira história, a “Bruxa Uxa e o Elefantinozinhozinhozinho”, a escolha das palavras que compõem o título já contrapõe o mundo das crianças e o dos adultos. Em “Tato, o Pintor de Palhaços”, a palavra “palhaço” abre o mundo mágico do circo e da fantasia. Por fim, em “Vovó General e Vovó Vedete”, a distância entre as duas realidades – a do general e a da vedete – também acessa um mundo mágico, onde tudo é possível. A escritora, com muita imaginação, humor e crítica, permite que a criança, experimentando outras situações – como brincar com criança, experimentando outras situações – como brincar com bruxas, com animais que falam e se transformam, com vovôs e vovós diferentes – interaja com o texto e, ao voltar ao real, encontre possibilidades de interação como seu próprio mundo, como seu cotidiano.

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